Ene Capítulos

Blog sem censura. Aqui há escrita, críticas, opiniões e tudo o resto. Fala-se de tudo sem tabus. Do facto mais erudito, ao evento mais banal. Podem comentar o que quiserem e da forma e linguagem que entenderem.

quarta-feira, setembro 20, 2006

REESCRITA DOS PROVÉRBIOS 01

Ene Capítulos decidiu-se pela publicação de uma nova rubrica, onde se reformulam alguns dos ditos populares. Tal matéria urge de renovação, dadas as alterações constantes na sociedade moderna, actuais valores e novas consciencializações. Para hoje deixamos uma reflexão, e consequente reformulação, de um dos provérbios mais utilizados por todos os incautos leitores, especialmente os mais ecologistas:
“Um pássaro na mão é muito menos bonito do que a voar.”

Voltaremos com mais provérbios modernos. Saudações e até breve.

terça-feira, setembro 19, 2006

PAPEL HIGIÉNICO

Algum dos incautos leitores me pode explicar, porque é que o papel higiénico que se encontra em sítios de acesso geral, quer nas casas-de-banho públicas, quer nas dos empregos, é cada vez mais fininho? Ah não sabem! Ene Capítulos teve acesso a informação privilegiada recolhida junto de um membro da ACCAGA (Associação para Colocação em Casas-de-banho de Apetrechos Gerais de Asseio). A fonte preferiu ficar no anonimato, até mesmo para não se saber quem divulgou esta informação em praça pública. A resposta é simples... É durante a nobre arte do obrar, que os escritos nas portas de casa-de-banho têm o seu maior incremento. Assim, com papel higiénico quase transparente, torna-se quase impossível um gajo limpar o olho sem sujar os dedos. Logo, o pessoal não vai cagar fora de casa. Esta é a forma subliminar encontrada, para se dizer: “Meus caros... Vão fazer merda lá para vossa casa, se faz favor!”

PS – Temos de dar o braço a torcer... A solução é inteligente.

segunda-feira, setembro 18, 2006

DISCRIMINAÇÃO POSITIVA

Se existe conceito que eu acho cativante é o da chamada Discriminação Positiva. Consiste em medidas canalizadas para determinadas minorias ou grupos, em detrimento da generalidade da população. Por exemplo, nas casas-de-banho públicas. Quando um deficiente vai a uma casa-de-banho normal, nada se diz. Agora se um gajo normal tentar ir à deles... É a desgraça. Que já não há respeito, mais não sei quê. Quando uma Câmara Municipal de não sei donde decide ter computadores com acesso à Internet, para as classes de baixo rendimento, todos ovacionam a medida. Eu próprio faço a minha vénia. Agora, se um gajo com um rendimento médio tenta aceder ao serviço, apenas porque, embora tenha dinheiro suficiente para ter as suas contas em dia, não tem possibilidades para ter acesso à Internet em casa.... Que é lá essa coisa?! Este serviço é só para os mais desfavorecidos. Desfavorecidos??? Desfavorecido sou eu! Que não tenho dinheiro para nada a meio do mês e nem sequer tenho direito a comparticipações na saúde, nem casas da câmara com rendas baixas, nem nada. O mesmo acontece com os eventos só para mulheres. Eu acho bem que existam, não me levem a mal. No entanto, se alguém lhe der na cabeça de criar um evento só para homens... Cambada de machistas, sexistas! Que ainda vivem na Idade Média! São as maravilhas deste admirável mundo novo. Igualdade sim, mas sempre para o mesmo lado...

sexta-feira, setembro 15, 2006

VIDA DE CASADO NA SOCIEDADE MODERNA

A vida de casado é difícil... Já todos sabem disso. Mas, no contexto da sociedade moderna, ainda se torna mais complicada. Senão vejamos:
- Então... Levanta-te! Não vês que já são horas!
- Só mais um bocado querida...
- Levanta-te!!!
- Ok! Ok!
Levanta, trinca qualquer coisa, escova dentes, desfaz barba, toma banho.
Sai de casa; conduz.
- Então acelera! Não vês que já estamos atrasados?
Toma café, deixa mulher no trabalho, beijo; deixa filho na avó que o leva à escola, beijo. Retoma caminho de carro para ir trabalhar. Chega ao escritório; ambiente pesado e cinzento...
Trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha...
Olha 12 horas! Está na altura do almoço. Almoço? Qual almoço?! Se vou almoçar, fico sem dinheiro para o colégio do puto... Bem então o melhor é: trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha, trabalha...
Saída do emprego. Vai buscar a mulher, beijo; Vai buscar puto à escola, beijo. Bebe café...
- É preciso ir às compras?
- Acho que não querido.
Volta a casa.
- Querido! Podes estender a roupa?
Estende roupa, arruma quartos, dá banho ao puto, faz jantar...
Consome em duplicado: o que comes e o que te enfiam pela televisão a dentro!
Já é tarde... Deita puto, beijo; escova dentes, dá a mija, deita. Deitar? Deitar, cama. Cama, sexo. Sexo! Uau!
- Acho que estou muito cansado... Até amanhã querida...
- Eu também, até amanhã querido...

quinta-feira, setembro 14, 2006

BATATINHAS COM ENGUIAS…

Há dias tive um flashback pueril que me deixou deveras pensativo. Fala do clássico, pelo menos na minha altura (os loucos 80’s), “Querias, querias! Batatinhas com enguias!” Esta expressão era normalmente utilizada para quando alguém nos pedia alguma coisa, que a priori estaria vetada ao insucesso. Ora, depois de atenta reflexão sobre este tópico cheguei a algumas conclusões, que gostaria de compartilhar com o incauto leitor:
a) Quem é que inventou esta cena??? Mas, que raio lhe passou pela cabeça;
b) Quem é que no seu perfeito juízo julga que batatas com enguias é um petisco para qualquer petiz???
c) Aos putos já é difícil impingir um peixe grelhado, quanto mais batatas com enguias.

Tenho para mim a ideia, que algures no planeta existe um grupo de sábios senhores que inventam clichés ou frases feitas, deste género. A ser verdade, o grupo de pesquisa estava verdadeiramente em dia não, quando pensou que esta cena das batatas e das enguias era uma boa ideia.
O último chavão que me lembro ter ouvido, mais recentemente, é o “É já a seguir... É que é já a seguir!”. Embora esta expressão tenha pegado autenticamente de estaca entre todas as classes sociais, o cúmulo surgiu quando a própria classe política teve o desplante de utilizar tal lugar-comum durante uma discussão parlamentar. Claro está, que a partir desse momento, comecei-me a irritar profundamente cada vez que ouvia alguém em tom bonacheirão dizer tal coisa. Principalmente nos períodos em que estou mais sensível e irritado, que normalmente são todas as manhãs laborais, era capaz de estoirar o cérebro dessas pessoas. Mas parece, incauto leitor, que o “...já a seguir” passou de moda. Resta-nos esperar que o próximo chavão seja mais comestível e menos irritante...

terça-feira, setembro 12, 2006

INFORMAÇÃO DE TRÂNSITO 04

Nesta manhã, os automobilistas deverão tomar maiores precauções, pois a Neblina e o Nevoeiro matinal andam por aí. Efectivamente, estes dois famigerados bandidos voltaram a evadir-se do Estabelecimento Meteorológico de Alta Segurança. Conhecidos pelas suas técnicas de camuflagem e de emboscada , estes dois biltres são considerados perigosos. Todos os condutores devem proceder com extremo cuidado se se depararem com semelhantes personagens, num qualquer semáforo do Litoral Oeste a Norte do Cabo da Roca. Normalmente o modus operandi da dupla consiste na seguinte estratégia: enquanto a Neblina embacia o pára-brisas do carro parado no semáforo vermelho, o Nevoeiro aparece, sem ninguém dar por isso, para dissipar a carteira ou mala do condutor. Portanto, senhores automobilistas, nesta manhã todo o cuidado é pouco...

quarta-feira, setembro 06, 2006

IMIGRAÇÃO

Já viram bem esta notícia... Eh lá! Espera aí, não me digas que a outra metade é composta por homens?! Querem lá ver isto...

NOVELAS FUTEBOLÍSTICAS

Porque é que há 10 ou 15 anos abri o precedente sobre o tal penalti, que, afinal, não deveria ter sido marcado? Porquê? Ainda hoje amaldiçoo esse dia... O discutir futebol, neste país de brandos costumes, é visto um pouco como ritual de passagem à idade adulta. Como quando um gajo começa a fumar, para se afirmar no seio do grupo. O que eu nunca pensei é que passado década e meia, aquela pequena dissertação me continuasse a perseguir. Não me levem a mal... Eu gosto de futebol, enquanto desporto. O que eu não suporto são as novelas que se geram à volta do mundo da bola. Isso de andar a discutir o fora de jogo do jogador Y, durante uma semana inteira, não pode ser psicologicamente saudável. Acreditem meus amigos, quando vos digo que existem coisas muito mais interessantes, com as quais ocupar o vosso tempo livre. O problema com o qual agora me deparo é realmente grave. Quando me dizem que o Presidente do meu clube tentou comprar árbitros ou que o jogador X marcou um golo fora de jogo e eu, muito sinceramente, digo que não tenho conhecimento do sucedido, o gracejo irónico ecoa. A resposta é pronta e imediata: “Ah!!! Agora não sabes de nada!!! Né?!” Eu tento manter a minha posição dizendo que realmente gosto de ver uma partida de futebol, mas não tenho por hábito lembrar-me de todos os lances ocorridos durante 90 minutos, para depois discuti-los num banco de jardim. Aliás, eu nem sei o nome dos árbitros e nem me lembro de todos os clubes que militam na chamada Superliga. Nem sei quantas ligas se disputam em Portugal. No meu entender ligas são coisas de gaja, que até acho que ficam melhores sem elas... Não faço a mínima ideia para onde foi vendido o jogador Z e qual o montante envolvido na transferência. Para mim Mateus é uma marca de vinho Rosé, que só se consegue engolir quando está bem fresquinho. Mas tarde demais. O mal já foi feito, naquele execrável dia em que me armei aos cucos e decidi que já era grandinho para discutir o futebol. No fundo, uma linha ténue separa o Futebol das Telenovelas. A diferença entre ambos é que as últimas têm cenas dos próximos capítulos, enquanto que no primeiro são feitas cenas dos capítulos anteriores...

IN MELÃO VERITAS

Após um merecido período de férias, Ene Capítulos regressa, para horror de muitos, não sem se fazer acompanhar de uma maravilhosa descoberta sobre si próprio, neste caso eu. Com efeito, havia uma dúvida que me atormentava... Tudo indicava que era um genuíno Tuga. Daqueles do interior perdido. As evidências apontavam nesse mesmo sentido. Senão vejamos:
- Já escarrei para o chão;
- Cocei em público os genitais;
- Já mandei lixo para o chão, nomeadamente quando fumo na rua;
- Não uso bigode, mas tenho uma barba que inclui o mesmo;

- Bebo mínes de vez em quando;
- Irrito-me quando ao volante;
- Fiz piqueniques à beira da estrada;
- Já urinei contra paredes;
- Saco burriés quando aguardo o verde dos semáforos;
- Digo palavrões com frequência;
- Queixo-me de tudo (embora vá sempre votar);
- Etc.
Mas, eis senão uma luz me alumia a mente... C
omo é que nunca tinha pensado nisso. A revelação que farei a seguir é bombástica e poderá ferir algumas susceptibilidades. Assim, ao sensível leitor, aconselhamos a que desligue neste momento o monitor. Se quiser continuar a ler, mesmo que nada de realmente positivo possa vir a retirar desta crónica, não desligue o monitor, mas fica por sua conta e risco. Preparados... Então aqui vai: EU NUNCA COMPREI MELÕES À BEIRA DAS ESTRADAS NACIONAIS!!! (ler com ênfase e eco, por favor). É verdade! Nem uma simples melancia. Jamais contribui para essa autêntica economia paralela, que se espraia pelas bermas do nosso Portugal. Não me levem a mal. Eu até gosto bastante de melões, só que nunca me deu a paranóia de parar o carro ou voltar para trás, com o objectivo de adquirir semelhante fruto, a uma família de aspecto duvidoso, plantada nas fraldas da uma qualquer estrada. E porquê? Eu explico... Primeiro porque acho uma falta de respeito os sinais que põem nas bermas, quais placares informativos, com a frase “Melões a 1 km”. A última vez que passei por um sinal destes pensei para comigo: “Tu queres ver oh Capítulo que já fizeram praqui outra urbanização?!”. Qual não é o meu espanto quando, passado 1 km vejo um velho com uma boina enfiada até ao nariz, ao lado de uma camioneta carregada de melões. Ora isto é enganar o pessoal e não se faz. Em segundo, a desculpa de que é necessário ajudar os pequenos agricultores, comigo não pega. Chamam um pequeno agricultor aos indivíduos disseminados pelos caminhos do país, com viaturas que contêm centenas de quilos de melões!!! Esse não é propriamente o gajo que semeia umas coisas ao fim de semana no quintal lá da casita ou que tem uma horta ao lado da CRIL... Esses são indivíduos que têm de ter uma propriedade já de um tamanho considerável, para caber lá tanto melão. Além do mais, são pessoas que fogem ao pagamento dos impostos em vigor, como acontece nos estabelecimentos comerciais que negoceiam o mesmo tipo de mercadoria e aos produtores que os fornecem. Posto isto, e como não me insiro nesta última classe, acho que me posso considerar apenas 95% Tuga, ou seja, ainda posso manter a esperança... Espera lá... Agora que penso nisso, eu também não fujo aos impostos! Afinal parece que sou só 90 % de Tuga bimbo!

domingo, agosto 20, 2006

DUAS QUESTÕES SOBRE MULHERES...

Existem duas dúvidas existênciais sobre o sexo feminino, que sempre me apoquentaram e as quais urge exorcizar, nomeadamente neste forúm de debate, onde eu debato e o incauto leitor leva comigo... Na realidade tenho bastantes mais dúvidas sobre esse belo animal – a Mulher, mas o tempo é curto e já se faz tarde. Portanto vamos directos ao assunto:
1.º Porque raio é que sempre que uma mulher veste uma mini-saia passa o tempo todo a tentar, desesperadamente, puxar a dita peça de vestuário para baixo? Está com a esperança que aquilo cresça? E se isso acontecesse, não seria contra-natura, relativamente ao nome da mesma?
2.º Da mesma forma, quando um fêmea veste um cai-cai, estica-o de tal forma para cima, que parece que se vai enforcar... Gajas aquilo chama-se cai-cai! É dito com eco e tudo! Não será o verdadeiro objectivo da peça de vestuário cair? E se sim, porque lutam contra a verdadeira natureza do cai-cai?
Deixo-vos nesta crónica com um pedido. Damas da nossa praça, expliquem-me por favor o que se passa com estes rituais. É que eu sou gajo, logo um bocado limitado nestas matérias...

quarta-feira, agosto 09, 2006

SER PAI

Dizem os entendidos que não existe nada no mundo que se equipare à sensação de ser pai... Acho que têm toda a razão. Pelo menos, na parte que me toca. Nunca na minha vida me julguei capaz de limpar o rabo de alguém sem que, acto contínuo, me gregoria-se todo... Isso agora é possível. Obrigado, paternidade!?

segunda-feira, agosto 07, 2006

GIGS & GAGS

Existe uma dúvida que me persegue já há alguns anos. Bem não é exactamente uma dúvida, é mais uma perplexidade. Porque raio é que os artistas, na sua generalidade, têm a tendência de tratar o público pelo nome do país ou local onde actuam??? Se os incautos leitores nunca pensaram nisso, ainda bem. É porque devem ter sem dúvida algo mais importante que fazer. Estas constatações são exclusivas de pessoas como Capítulo, que têm muito tempo nas mãos sem nada que fazer. Mas, efectivamente, as bandas estrangeiras chegam cá, metem-se a tocar, viram-se para o público e lá sai um “Hello Portugal!” ou então “Olá Lisboa!”, muito mal amanhado. E eu pergunto, mas que porra é esta? Quem é que este Camones pensam que são para chamar o pessoal desta forma? Devem ter a mania. Primeiro tratam o pessoal por tu e isso não é correcto, pois como dizia a minha avozinha, não andámos na mesma escola, nem comemos do mesmo prato. Segundo, estes gajos deveriam ter a percepção de que podem existir uma infinidade de nomes no nosso querido país. Não nos chamamos todos Portugal ou Lisboa. Mais grave ainda é quando esses devaneios partem de artistas autóctones, os quais, geralmente, tratam o pessoal de forma ainda mais estranha. Tipo: “Boa noite Freixo de Espada à Cinta!”. O que é isto? Fiz um brainstorm à minha mente e, que me lembre, nunca conhecia ninguém com este nome ou apelido. Pode existir, não ponho de lado essa hipótese. Se um dia conheci uma miúda que se chamava Vanessa, cuja mãe fazia tensões de pronunciar com um A aberto – VÁnessa; porque não existir alguém com o nome Freixo de Espada à Cinta...? Ou Sobral de Monte Agraço?!

terça-feira, julho 25, 2006

1 ANO DE SESSÃO PLENÁRIA EM BALANÇO

Segundo dados recentes, no primeiro ano da 10ª legislatura foram dadas mais de 1900 faltas, em 103 sessões plenárias. Isto vai para uma média de, mais ou menos, 19 faltas por sessão. Ou seja, por cada dia em que se deveria discutir o futuro do país, 19 ilustres acham que não devem comparecer, e que será mais proveitoso gastar o dinheiro (dos contribuintes) que lhes pagam, em passeios, acções de partido e campanha, grupos de estudo e de esclarecimento que nunca dão em nada e, pessoalmente a razão que mais gosto, estarem a trabalhar no gabinete pessoal, sito na própria Assembleia. De certa forma acabam por ter razão, dado que nas sessões plenárias pouco é decidido e aquilo deve ser uma valente seca. Com esta dissertação quero logicamente dizer que as faltas, à excepção de 13, estão todas devidamente justificadas, e que mesmo essas provavelmente serão limpas no fim do ano legislativo. Pior que este registo só, talvez, num ano lectivo de uma escola do secundário em zona degradada. Seria engraçado que os alunos pudessem também justificar a sua ausência através de palavra de honra, tipo:
Professora – Oh Zé Naifa! Onde é que te metes-te ontem?
Zé Naifa – Oh stôra portantos... Eu fui ali abaixo assaltar um posto de combustível, para dessa forma poder contribuir para o melhoramento da situação económica do meu agregado familiar e consequente ascensão social. Tamém temos direitos, não? O meu filho merece tudo de bom...
Professora – Mas qual filho Zé Naifa?
Zé Naifa – Ora quales filho?! O meu terceiro... É que a Ana Badalhoca do 10º ano, turma C deu uma borla e aquilo deu penalty. Agora tenho de me aguentar né? Derivado aos factos devo precisar de dar mais umas faltas às sessões escolar, pois o fim de semana e 4ª feira de assaltos, não deverá chegar para alimentar tantas bocas.
Professora – Sendo assim, tudo bem. Vou-te justificar a falta. Mas para a próxima avisa com antecedência.
Zé Naifa – Isso é qu’era bom! Por acasos vai por em causa a minha palavra de aluno, retirando-me um direito adquirido que m’assiste?
Professora – Tudo bem Zé Naifa. Vai-te lá sentar...
Zé Naifa – Aonde? Não vê que as cadeiras foram todas gamadas pelo Toni Tolas, porque o pai dele é carocho e vendeu a mobília lá da barraca pra arranjar guito prá dose...
Professora – Puf! (cansaço)
...(e por aí fora)...
Mas o mais preocupante desta notícia que agora vem a lume, é o facto de 26 deputados que iniciaram funções em Março de 2005, nunca faltaram às sessões parlamentares. Bem! Se começarmos assim, onde é que iremos parar...? Querem matar a tradição! Primeiro andam para aí a falar em acabar com a tourada e a caça, agora temos deputados que não faltam... Isto é demais! No entanto nem tudo está perdido. Segundo o que Ene Capítulos conseguiu apurar, foi já reunido um grupo de estudo de veteranos parlamentares, com carácter de urgência, para tentar, em sede de inquérito aos visados, averiguar o que passou na cabeça destes coitadinhos. Segundo o Porta-voz deste grupo, o deputado Alegre Cravinho Lapela, sanções disciplinares não estão postas de lado. Espera-se que as primeiras conclusões deste processo estejam prontas já no ano de 2025.

quarta-feira, julho 12, 2006

UM JOGADOR COM CABEÇA

Pelos fins do mundial de futebol ficou-se a saber que o prémio para melhor jogador do campeonato iria ser atribuído a Zidane. Muitas foram as vozes que se levantaram contra tal facto, evidenciando uma clara falta de fair-play e um desconhecimento total da cultura táctica do futebol. Este francês, que terminou sua carreira a disputar a final da copa, é, por ventura, o médio mais completo que alguma vez passará nos rectângulos de relva. A sua mestria em pautar o jogo, os seus passes certeiros a desmarcar colegas de equipe e os seus perigosos remates, são adjectivos que definem este ex-jogador. Para além disso, ainda alia o excelente jogo de cabeça! O Materazzi que o diga. E ainda andam para aí vozes de burro a dizer que o homem não merece o prémio... É de perder a cabeça!!!

terça-feira, junho 27, 2006

GENTILEZA

Não consigo deixar de ficar espantado com a extrema gentileza do povo português, principalmente das mulheres mais finórias. Ainda noutro dia, quando saía de um pequeno centro comercial, verifiquei que duas distintas senhoras se aprontavam para entrar no mesmo. Educadamente segurei a porta para lhes conceder entrada. Todavia, as referidas nada disseram. Não houve um obrigado, um simples sorriso de assentimento ou um brilho nos olhos. Nada! Claro está que imediatamente me prontifiquei a brindá-las com um irónico e clarividente “muito obrigado”, por lhes ter ficado a segurar a porta... Mas pessoas há que, para além de não terem qualquer tipo de educação cívica, não têm a mínima perspicácia para compreender uma ironia. São burras de todo. Usam a cabeça apenas para armarem grandes penteados, ligados por generosas camadas de laca. Ainda sorriram quando me ouviram gritar muito obrigado, pensando sinceramente que eu tinha ficado eternamente agradecido por lhes prestar vassalagem segurando para o efeito uma porta de centro comercial. O que é que se há-de fazer? É o povo que temos...

segunda-feira, junho 26, 2006

ASSASSINO EM SÉRIE

Finalmente chegámos ao Século XXI. Portugal já tem um assassino em série. Já não era sem tempo! As inovações demoram sempre tanto tempo a chegar ao nosso cantinho... Devemos todos em uníssono agradecer ao senhor Cabo da GNR, por prestar tal serviço à pátria, exaltando suas façanhas, qual Lusíadas da Era Moderna. Este paíszito que só fazia telenovelas e futebóis, produz agora assassinos em séries. Mal posso esperar pelo próximo episódio...

quinta-feira, junho 15, 2006

TÁS UM HOMEM!!!

Se há coisa que nunca percebi é aquela afirmação das pessoas de idade, principalmente do sexo feminino, quando voltam a ver uma criança após um largo período de tempo. O cliché é o seguinte: “Tás um homem!” Este pode ter variantes como homenzinho, homem feito, rapagão, etc. Ora eu não vislumbro onde é que as pessoas querem chegar com esta observação. Querem por ventura afirmar que o puto, anteriormente era mulher?! Tipo filho do Néné, mas ao contrário?! Pensemos um pouco nisso…

domingo, junho 11, 2006

EU NÃO TENHO BANDEIRINHA 02

Que o gajo é feio como uma bota da tropa, já todos nós sabíamos... Agora que o seu aspecto fosse proporcional à sua estupidez, isso é que é uma novidade (embora já suspeitasse de antemão)! O médio da selecção nacional de futebol, Petit, ostentou orgulhosamente o seu DVD pirata à entrada para o estágio, que antecedeu o Campeonato do Mundo. Tal gesto teve honras de transmissão em canal televisivo de sinal aberto para todo o país! Se fosse eu ou o incauto leitor já tinhamos sido detidos para interrogatório e o material era apreendido. Mas, como estamos a falar de uma vedeta dos futebóis... É por essas e por outras, que eu não tenho bandeirinha! Recuso-me que uma cambada de pessoas ignorantes, independentemente do seu salário ou peso na sociedade, me ditem a melhor forma de ser português. E uma coisa vos digo: não é a meter bandeirinhas na janela e a gritar muito por Portugal durante os jogos do Campeonato do Mundo, que este país vai sair da recessão económica e começar a evoluir.

quinta-feira, junho 08, 2006

EU NÃO TENHO BANDEIRINHA 01

Gostava de compartilhar com os incautos leitores, um acontecimento assombrosamente importante. Já repararam, por ventura, que desde que começou o estágio da Selecção Nacional de Futebol o país melhorou drasticamente. Com efeito, já ninguém fala de défice, impostos, desemprego, incêndios, férias (baldas) dos políticos, racismo, incêndios, insucesso escolar, etc., etc.. Isto só me leva a pensar que tais problemas deixaram de existir neste cantinho à beira mar plantado. Abençoado Campeonato do Mundo de Futebol… Não pode ser todos os anos?!

sábado, junho 03, 2006

BLASFÉMIA PESSONIANA


Ao olhar para a representação do nosso mui ilustre poeta lusitano Fernando Pessoa, não consigo evitar estabelecer o paralelo com a imagem de Adolf Hitler. Com efeito, se um gajo pegasse neste ditador “de bolso” e o esticasse alguns centímetros, pusesse-lhe um chapéu de aba e uns óculos à Jonh Lennon, estas duas figuras pareceriam irmãos gémeos. Serei o único, com todo o mau gosto que acarreta tão vil comparação, a ter esta sensação...??? Tão antipatriótica...

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